Símbolos do Amazonas

Brasão

Os brasões podem ser encontrados no princípio da Idade Média, no tempo das Cruzadas, simbolizando as glebas, castelos e feudos na Europa.

Vêm do verbo que representava o toque da buzina, ao som da qual os cavaleiros medievais lançavam-se em combate. Apanágio da nobreza feudal, passaram a ser concedidos como distinção dos soberanos a alguns vassalos por méritos pessoais.

O escudo contém símbolos e formas diversas, das quais a mais comum é o francês moderno e divide-se em nove partes ou posições, cada uma com significação própria.

Na heráldica, é a figura em forma de escudo que serve de brasão, com símbolos, normalmente com legendas ou letras entrelaçadas. Os escudos conhecidos têm desenho partido, cortado, fendido, talhado, esquartelado, franchado, em banda, em contrabanda, em pala, em faixa e em asna, que são as mais conhecidas.

A palavra escudo tem origem no latim, sculus, ou sculum, ou no grego, skylos, uma arma defensiva que cobria o corpo contra lanças e espadas, no qual eram pintadas armas e empresas, divisas, surgindo então a peça – Escudo, em que estão gravadas as armas, das famílias ou dos países.

No Brasil, esta arte atingiu o seu apogeu nos séculos XII e XIV e na era colonial apenas seis brasões foram concedidos ao Brasil. Em 1549, Dom João III outorgou um à Bahia; o do Rio de Janeiro, em 1565; o de Belém, em 1616 e do Maranhão, em 1647. O do Estado do Brasil, de 1645, foi concedido por D. João IV. Outros mais se seguiram em outras fases da história.

Brasão é, pois, na heráldica, um conjunto de sinais, insígnias e ornamentos do escudo de um estado, uma cidade, uma família, a representar a honra, a glória e a tradição.

O Brasão do Amazonas foi constituído por ato do Governo Provisório da República, como se vê na legislação específica, e regulamentado tempos depois, com o restabelecimento das formas originais.

Indica a confluência dos rios Negro e Solimões, na sua elipse e, no campo azul, que representa o céu do Brasil, uma estrela indicadora da paz e do progresso; na junção dos rios, um barrete frígio, símbolo da lealdade do Amazonas à República. No campo verde, identificando as florestas, duas setas e duas penas entrelaçadas e cruzadas representam a civilização moderna.

Tudo se faz acompanhar do símbolo da navegação com a inscrição das datas de 22 de junho de 1832, na qual o Amazonas se fez independente pela armas, e a de 21 de novembro de 1889, quando aderiu à República. No alto, pode-se ver o sol e a águia amazonense, a simbolizar grandeza e força. Do lado direito, os emblemas da indústria e do esquerdo, o do comércio e da agricultura.

O Brasão d’Armas do Estado do Amazonas foi instituído pelo Decreto n.º 204 de 21 de novembro de 1897, firmado pelo governador do Estado, Coronel José Cardoso Ramalho Júnior, publicado no Diário Oficial do Estado de 26, e regulamentado pelo Decreto n.º 10.534 de 16 de setembro de 1987.

Brasão do Estado do Amazonas

Brasão do Estado do Amazonas